AUTORES INDÍGENAS NO SALÃO DO LIVRO EM PARIS.

img-1030252-salao-do-livro-de-paris

Começou no dia 20 de Março, e segue até o dia 23, a 35ª edição do Salão do Livro de Paris, e, nessa edição de 2015, o Brasil é o país homenageado.

Dentre os autores brasileiros participantes foram convidados três representantes da Literatura Indígena, Daniel Munduruku, Davi Kopenawa e Cristino Wapichana.

As editoras brasileiras apostam no Salão do Livro de Paris de 2015 – no qual o Brasil é o convidado de honra – como forma de amenizar os efeitos da crise no mercado nacional, agravada pela redução das compras governamentais, que totalizam quase um terço das receitas do setor.

A 35ª edição do Salão do Livro de Paris abre as portas ao público nesta sexta-feira. O Brasil participa com 43 autores.

Esta é a primeira vez na história da concorrida feira parisiense que um país volta a receber a honraria. O Brasil havia sido o país homenageado também em 1998.

Além de representar uma “grande oportunidade” para divulgar a literatura brasileira no exterior, o salão também “possibilita um aumento nas vendas de títulos e de direitos autorais na França, aquecendo o mercado nacional”, afirma Karine Pansa, diretora da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e membro do comitê que organizou a participação do Brasil no evento.

As exportações brasileiras de livros impressos (geralmente títulos em português) ainda são baixas, mas vêm crescendo nos últimos anos. Desde 2010, o aumento é de quase 64%, segundo dados da CBL.

Fato inédito até recentemente, o Brasil também passou a exportar direitos autorais. “Antes éramos apenas compradores. Agora já podemos dizer que vendemos também direitos autorais”, disse Pansa à BBC Brasil.

A França já é o terceiro maior comprador de livros do Brasil e também possui um dos maiores mercados literários do mundo.

“Estamos colocando uma semente em um mercado alvo”, disse a diretora da CBL à BBC Brasil.

FONTE: BBC Brasil.

Autores da Literatura Indígena convidados:

DANIEL MUNDURUKU

Escritor indígena com 45 livros publicados, graduado em Filosofia, tem licenciatura em História e Psicologia.

Doutor em Educação pela USP.

É pós doutor em Literatura pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. Título obtido sob a orientação da Profa. Dra. Maria Silvia Cintra Martins.

Diretor presidente do Instituto UKA – Casa dos Saberes Ancestrais.

Comendador da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República desde 2008. Em 2013 recebeu a mesma honraria na categoria da Grã-Cruz, a mais importante honraria  oficial a um cidadão brasileiro na área da cultura.

Membro Fundador da Academia de Letras de Lorena.

Recebeu diversos prêmios no Brasil e Exterior entre eles o Prêmio Jabuti, Prêmio da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio Érico Vanucci Mendes (outorgado pelo CNPq); Prêmio Tolerância (outorgado pela UNESCO).

Muitos de seus livros receberam o selo Altamente Recomendável outorgado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).

FONTE: Mundurukando.

Assista ao vídeo produzido pela TV francesa ARTE:

Nascido em uma pequena aldeia da tribo Munduruku perto de Belém no norte do Brasil, Daniel Munduruku escreveu cerca de cinquenta livros, voltados principalmente para as crianças . É um dos poucos nativos de sua geração que aprendeu a ler e usa sua literatura para dar ao seu povo o seu lugar na história do Brasil e lutar contra o preconceito que ainda são vítimas hoje. Entre os quarenta e oito membros da delegação brasileira presente na Feira do Livro de Paris este ano, apenas dois são autores nativos, inclusive ele.

Salon du livre de Paris:

Sem título

FONTE: Instituto UKA.

CRISTINO WAPICHANA

Cristino Wapichana é músico, compositor, cineasta, escritor e coordenador do NEARIN – núcleo de Escritores e Artistas Indígenas/INBRAPI. Nasceu em Boa Vista – Roraima. Em 2007, foi vencedor do concurso Tamoio de literatura pela FNLIJ com o texto A onça e o fogo. um ano depois, foi indicado ao Prêmio da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República pelos trabalhos relevantes em prol da cultura indígena brasileira. Atualmente é aluno do Centro Universitário Unicarioca no Rio de Janeiro.

FONTE: Editora Paulinas.

Entrevista, de 2010, com Cristino Wapichana no programa SOM RORAIMA:

cristino

DAVI KOPENAWA

davipr_screenDavi Kopenawa Yanomami (nascido em 1956, na região do alto rio Toototobi, no Amazonas) é um escritor e líder indígena brasileiro.

Ainda criança, viu a população de sua terra natal ser dizimada por duas epidemias, ambas trazidas pelo contato com o homem branco: uma de gripe, em 1959, e outra de sarampo, em 1967. Trabalhou na Fundação Nacional do Índio como intérprete. Mudou-se para a aldeia Watorik+ na década de 1980. Casou-se com a filha do pajé e se tornou chefe do posto indígena Demini.

Foi um dos responsáveis pela demarcação do território yanomami em 1992. Recebeu o prêmio ambiental Global 500 da ONU. Em 2010, viu sua autobiografia La chute du ciel, escrita em parceria com o antropólogo francês Bruce Albert, ser lançada na França. O livro foi traduzido para o inglês, e tem a sua edição em português prevista para 2015.

FONTE: Wikipedia.

Anúncios

Um comentário sobre “AUTORES INDÍGENAS NO SALÃO DO LIVRO EM PARIS.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s